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domingo, 22 de fevereiro de 2009

Fado que o meu pai cantava...





Fado Cunha e Silva


Perdão, façam favor de me dizer

Se viram por aí, o velho fado

Um tipo da boémia e do prazer

Assim um tudo ou nada, já cansado

Usava calça estreita e uma samarra,

Chapéu à marialva e bota branca

Eu vinha cá trazer-lhe, uma guitarra,

Pra inda ir-mos hoje, a Vila Franca

Pois eu.

Já percorri,


Alfama inteira e não o vi

Subi ao Bairro Alto e ao Charquinho,

dei um salto

Já fui à Madragoa,

já corri meia Lisboa

E ainda se calhar,

lá pró Ferro de Engomar

Pois bem,

vou até à Mouraria,

Tristonha e que sombria,

A moirama está agora

E ali, nas vielas do passado,

Já ninguém conhece o fado,


Ninguém sabe onde ele mora

Eu tinha combinado irmos aos toiros,

Os dois,

eu e o fado,

na tipóia

O nosso batedor,

o mata-moiros,

Levava-nos à noite,

prá ramboia

Cear,

o bacalhau,

como é costume,

Ali, de canjirão,

e banza ao lado

O fado,

que até cheio de ciúme,

Faltou-nos desta vez,

ao combinado...

4 comentários:

jaume disse...

Lindo. Não conhecia este Fado. Quem é a menina que canta?
beijinhos.jaume

poetaeusou . . . disse...

*
do "meu tempo" este . . .
,
parabens manuela,
,
conchinhas,
,
*

Oliver Pickwick disse...

É uma felizarda, foi criada ao som de canções de fado. Aqui entre nós, o velho não desafinava?
Um beijo!

tossan disse...

Teu pai tinha bom gosto! Quantos blogs fazes coleção? A história do fado é muito bonita. Abraços