Fado Cunha e Silva
Perdão, façam favor de me dizer
Se viram por aí, o velho fado
Um tipo da boémia e do prazer
Assim um tudo ou nada, já cansado
Usava calça estreita e uma samarra,
Chapéu à marialva e bota branca
Eu vinha cá trazer-lhe, uma guitarra,
Pra inda ir-mos hoje, a Vila Franca
Pois eu.
Já percorri,
Alfama inteira e não o vi
Subi ao Bairro Alto e ao Charquinho,
dei um salto
Já fui à Madragoa,
já corri meia Lisboa
E ainda se calhar,
lá pró Ferro de Engomar
Pois bem,
vou até à Mouraria,
Tristonha e que sombria,
A moirama está agora
E ali, nas vielas do passado,
Já ninguém conhece o fado,
Ninguém sabe onde ele mora
Eu tinha combinado irmos aos toiros,
Os dois,
eu e o fado,
na tipóia
O nosso batedor,
o mata-moiros,
Levava-nos à noite,
prá ramboia
Cear,
o bacalhau,
como é costume,
Ali, de canjirão,
e banza ao lado
O fado,
que até cheio de ciúme,
Faltou-nos desta vez,
ao combinado...




















































4 comentários:
Lindo. Não conhecia este Fado. Quem é a menina que canta?
beijinhos.jaume
*
do "meu tempo" este . . .
,
parabens manuela,
,
conchinhas,
,
*
É uma felizarda, foi criada ao som de canções de fado. Aqui entre nós, o velho não desafinava?
Um beijo!
Teu pai tinha bom gosto! Quantos blogs fazes coleção? A história do fado é muito bonita. Abraços
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